sábado, 30 de novembro de 2019
zona de conforto
“Inclusão, equidade e diversidade.
Estamos vendo a luta de vários movimentos, e tomara que mudem o mundo.
Black lives matter, me too, time’s up. São importantíssimos. São fundamentais.
Trans lives matter. São movimentos importantes.
Todos eles têm o potencial de mudar as coisas.
Ouço isto em toda empresa que visito:
“não sabemos como tocar no assunto. É desconfortável. Temos medo de ofender. Medo de falar algo diferente do que sentimos. De ser mal interpretado, de que as pessoas deduzam errado. A resposta pra isso é bem óbvia. Primeiro: não falar de certas coisas porque se sente desconfortável é a definição de privilégio. Você não é o centro daquela discussão. Não é assim que funciona. Não é mesmo. E é claro que você será derrotado. sendo branco, hetero, cristão, de qualquer maioria, você vai cometer erros. a pergunta não é se você tem preconceitos. A questão é quantos preconceitos você tem? São profundos? é o que vai acontecer.
É pra isso que servem tais conversas. É assim que funciona. Aí você escuta, aprende e para de responsabilizar as pessoas. As minorias afetadas por racismo, homofobia, preconceito de gênero, não são responsáveis por iniciar tais conversas nem construir diálogos onde são necessários. Não é assim que funciona. Temos que sair da zona de conforto e falar: “Escuta, não sei se vou falar as coisas certas, mas vou tentar e nada vai me calar”. É o que podemos fazer. Você vai cometer erros e vai ficar desconfortável. Vai descobrir pontos cegos que sequer sabia ter. Mas depois vai agradecer por aquele momento e se responsabilizar pela própria conscientização. Não esperar que alguém ensine. É assim que evoluímos. Mas você acha que o País, ou as empresas, ou as organizações, vão falar de equidade, diversidade e inclusão com você na zona de conforto?
Isso não vai acontecer. E não deveria acontecer. Então, quando se tem uma cultura de tolerância zero com vulnerabilidade, onde perfeccionismo e armadura são necessários e até aplaudidos, tais conversas não serão produtivas. (...) Isso é uma coisa muito tóxica. É a cultura do controle.(...) Nosso trabalho é escavar o não dito.”
(Brené Brown: The call the courage)
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